quarta-feira, outubro 05, 2016

Evolução, transformação ou revolução III

                                                                    III

            A realidade

            Permita-se-me acrescentar aqui uma pequena história por si só relacionada com o motivo pelo qual escrevo em sequência das obras na casa familiar, em vez de por exemplo estar tão só e sem mais a desfrutar dos benefícios derivados dessas mesmas obras. Cuja pequena história é a seguinte:

            _ Primeiro se as recentes obras na casa familiar, tivessem sido executadas há três décadas atrás eu tê-las-ia agradecido sem mais e/ou mais ainda se ao arrepio do meio ambiente natural. É que tal como agora, também há cerca de três décadas atrás seria humanamente reconfortante ver e sentir, por exemplo, os níveis de isolamento climático e acústico da casa significativamente melhorados, até porque esse duplo isolamento sempre foi péssimo, com particular destaque para o isolamento climático, mas desde logo para mim pessoalmente e há altura (três e mais décadas atrás) tão mais reconfortante ainda seria se vendo esse isolamento estendido a todo o meio ambiente natural modo geral. Pois que para além do sempre unilateralmente reconfortante bem-estar humano derivado do melhor isolamento climático e sonoro da respectiva habitação humana face ao meio ambiente natural, que ao nível sonoro também com relação ao próprio bulício humano, acrescia a que há altura, cerca de três décadas atrás, eu pessoalmente estava mesmo mais concentrado em evoluir aos mais diversos níveis socioculturais, civilizacionais e por si só de mero bem-estar humano aquém e além do meio ambiente natural, do que propriamente em preservar ou salvaguardar este último em concreto, que sob e sobre muitos aspectos até bem mesmo pelo contrário. Por exemplo e a um nível mais extremo, há altura eu tinha uma profunda fobia a répteis. Pelo que para mim os répteis podiam perfeitamente desaparecer da face da terra, que eu até agradecia. Agora imagine-se que há precisamente cerca de três décadas atrás e derivado das condições de habitabilidade, mais concretamente dos tectos da casa familiar serem essencialmente tradicionais tectos de cana (caniço) e/ou de madeira, mas em qualquer dos casos não perfeitamente executados e logo com diversas fissuras entre canas, entre tábuas e/ou ainda entre estas últimas e as respectivas paredes da casa, tudo acrescido de telhas velhas, defeituosas e mal acondicionadas. O que para além de permeabilidade térmica e sonora, ainda deixava espaço à introdução dum significativamente diverso tipo de fauna natural. Tanto mais assim quanto estando a casa familiar localizada em meio rural e até há cerca de poucos anos atrás directamente ligada a uns casarões caídos e com ligação destes mesmos casarões a quintais semi-abandonados, etc., etc., logo a respectiva probabilidade e até facilidade de diversa fauna natural se introduzir cá em casa era significativamente alta e não me estou a referir apenas a melgas e mosquitos. Estou a referir-me também e no literal limite a répteis, em que para além dumas mais vulgares, mas para mim e há altura (umas décadas atrás) também nojentamente repulsivas osgas que eram do mais comum nas paredes exteriores e interiores da casa familiar, acresce ainda a que em mais duma ocasião entraram mesmo cobras cá em casa, como mais destacadamente num determinado dia, enquanto eu executava uma qualquer tarefa cá em casa me caiu aos pés e por escassos milímetros não me caiu literalmente encima uma cobra com cerca dum metro, precisa e curiosamente com uma osga na boca. Escusado será dizer que para quem como eu há altura tinha profunda fobia a répteis aquilo foi como mínimo um profundo choque, por não dizer um trauma. A partir do que e durante anos passei a ter dificuldade ou mesmo incapacidade de entrar, de estar e/ou de circular por casa sem observar atenta e insistentemente tudo ao meu redor, especialmente acima e abaixo de mim, para que não me caísse encima ou para que eu não pisa-se algo estranho!  

            Até porque há altura nem a casa era ainda propriedade familiar própria, nem a capacidade familiar de fazer obras era muita e o senhorio só fazia obras parciais, provisórias ou da mais elementar e por assim dizer remendona emergência. E aquilo de caírem coisas estranhas _ designada e inclusivamente répteis _ do tecto não era em absoluto motivo de e/ou para obras por parte do senhorio e para a família essas obras ou eram inviáveis financeiramente ou pelo menos por não serem em propriedade própria. Seja que quer a família modo geral, quer no caso concreto eu em particular, tivemos durante décadas de nos ir conformando com o que habitacionalmente havia e/ou estava ao nosso alcance, no fundo com a realidade concreta que era a que era. E a realidade concreta por exemplo ao particular e concreto nível de invasão reptiliana, incluía as recorrentes e inevitáveis osgas, além dum segundo episódio de invasão por parte de cobras, quando também uma pequena cobra de entre cerca de 20 e 30 centímetros, de qualquer modo monstruosa para quem como eu tinha profunda fobia às mesmas, invadiu o quarto dos meus pais _ supostamente também caída do tecto. Seja que ao menos em potência a, no limite, intromissão de répteis no espaço habitacional familiar era ininterruptamente contínua. Isto sem contar os quase permanentes ruídos sobre os telhados e/ou a intromissão doutros seres naturais, como por exemplo aracnídeos, além das comummente inevitáveis melgas, mosquitos e afins _ salvo que os aracnídeos e as osgas consomem insectos (melgas e mosquitos) e as cobras consomem osgas!!! De entre o que em qualquer dos casos encontrava-me eu que humana e/ou pessoalmente me se sentia e sinto incomodado com as melgas e os mosquitos, no mínimo tinha nojo das osgas e no limite tinha fobia a cobras, do mal, o menos que os aracnídeos sempre me foram relativamente indiferentes. Mas de entre o que de facto o lar familiar era uma espécie de permanente e múltiplo micro cosmos natural, senão em efectivo pelo menos em potencia, além da efectiva permeabilidade climática.

            E como duma ou doutra forma eu não tinha circunstancialmente mais remédio do que viver com o que, no caso, habitacionalmente havia, logo ou colapsava pessoalmente nas e às circunstâncias existentes, ou escapava o mais literalmente possível dessas mesmas circunstancias ou então ainda adaptava-me e sobrevivia nas e às respectivas. Sequência de que por exemplo há altura da minha adolescência, anos 80 do passado séc. XX estava em pleno auge um fenómeno nacional interno que era o da emigração, não só para o estrangeiro como também do interior rural agrícola para o litoral urbano industrializado. Pelo que independente e mas coincidentemente a muitas outras pessoas e em especial após um meu rotundo fracasso interpessoal, social e curricular escolar, também eu acabei por procurar escapar às condições existenciais originais, não só mas inclusive também por tudo o relacionado com as familiares condições habitacionais originais, designadamente rumando à grande urbe _ vulgo capital nacional _ em qualquer caso em busca de melhores condições de vida humanas e pessoais próprias, no imediato e pró futuro. E não se pode dizer que eu não me tenha adaptado ao meio urbano, pois que mesmo sem perder de todo as referências originais, no entanto rapidamente cheguei a um ponto em que salvo para visitar a família, desde logo os meus pais que se mantiveram nas origens rurais, de resto se eu não voltasse às origens tão pouco sentia grande falta. Só que por diversos motivos e razões, incluindo desde logo por eu ter rumado ao meio urbano tanto ou mais como uma fobiaca fuga às origens do que como uma pró positiva convicção própria, além de que por uma série doutros motivos mais ou menos tangíveis ou intangíveis, mas que de qualquer modo não vêm agora à coacção, o facto é que a partir de determinado momento senti ou mesmo constatei que não terminava de evoluir positivamente mais em alternativo meio urbano do que tinha evoluído ou no caso deixado de evoluir em meio rural original. Pelo que curiosa e ironicamente após três experiências pró urbanas e extra origens, acabei sentindo um profundo impulso de regressar às origens e de se acaso reencontrar-me e recrear-me a partir das e/ou de dentro das respectivas origens _ não necessariamente por motivos comodistas como muitos pensam e insinuam, que se acaso, sob e sobre diversos aspectos, bem mesmo pelo contrário _ desde logo com e por todos os riscos e/ou por si só pelas fobias inerentes. Até porque nas circunstancias em causa, já fosse e seja em contexto original ou extra original próprio, designadamente ao nível das comodidades, por exemplo é inegável a, pelo menos à partida, maior comodidade de regressar ao contexto original que se conhece melhor que qualquer outro contexto existencial, tanto mais ainda se com permanente apoio familiar nas origens, em alternativa a designada e simplesmente arriscar no desconhecido e extra origens _ salvo que o espírito humano e o meu espírito pessoal em concreto tem (também) natural tendência para apostar/arriscar no desconhecido, o que não sendo correspondido na prática se torna uma incomodidade em si mesma; mas também e pelo lado das incomodidades enquanto tais, na circunstancia ao nível das minhas origens, o por si só facto de permeabilidade do lar familiar a diversos factores climáticos e da fauna natural era e é apenas uma mera e em grande medida até mínima, suportável e relevável parte das por si sós e/ou para mim multi-incomodidades inerentes; . desde logo com inclusão aqui de todos os respectivos riscos inerentes ao meu regresso às origens nas circunstâncias em causa, designadamente o risco de entre o meu potencial (re)encontro e a minha respectivamente potencial perdição pessoal e existencial próprio/a, em sequência de não ter terminado jamais de me sentir seguro de mim mesmo e/ou ainda de me sentir plenamente integrado no meio envolvente, quer ao nível das origens quer extra origens próprias, logo com esses riscos e/ou incomodidades sempre presentes quer nas minhas origens quer nas minhas alternativas fugas às origens, tal como por si só e acima de tudo estão presentes na própria vida modo geral e enquanto tal. Cujo um desses riscos a estar por exemplo presente em eu puder perder-me ou sucumbir nas e às origens ou designadamente sucumbir a mim mesmo dentro das próprias origens, no presente caso concreto em sequência do meu regresso a estas últimas, nas respectivas circunstancias em causa, ainda que tal como de resto poderia estar e está esse mesmo risco presente também em qualquer outro lugar ou contexto extra origens. Sendo que eu regressei às origens para minimizar esse risco quando o mesmo se tornou potencialmente enorme e quase intransponível extra origens, ainda que jamais saiba se foi melhor regressar às origens ou arriscar a continuar extra origens!?. Ainda que nas circunstancias próprias e envolventes aqui em causa, além de muitas outras que não cabem descritivamente no presente contexto, me pareça que foi melhor regressar! 

           E o facto é que regressei há já cerca de duas décadas e meia, como seja tempo mais que suficiente e consequente como para não ter marcha atrás, de entre o que e como se pode constatar, apesar de e/ou até por tudo intra-origens e extra-origens, quer pessoal quer (pró) vital/existencialmente ainda por cá ando, pelo menos do ponto de vista da mera subsistência básica e imediata, mas creio ou pelo menos espero e acima de tudo procuro que também algo (pró) positiva, vital e universalmente mais e melhor. Mas em qualquer caso comigo numa confessa condição de por assim dizer ambiguidade, designadamente de entre estar (ainda) integrado na família original, de inclusive habitar na respectiva casa familiar original, de subsequentemente não ter deixado de subscrever quer a iniciativa familiar pró aquisição quer pró obras na casa familiar, para com o que de resto e em qualquer dos casos até contribui do ponto de vista funcional prático; no entanto sem qualquer minha empreendedora e/ou autónoma iniciativa própria para qualquer dos respectivos processos familiares inerentes ou quais queres outros familiares ou extra familiares, porque inclusive e confessamente devido a uma multiplicidade de motivos e de razões que em grande parte não cabem descritivamente aqui ou que em eventual parte até serão objectivamente indescritíveis, o facto é que continuo a não me sentir e menos ainda a constatar-me devidamente seguro de mim para desde logo e acima de tudo apostar empreendedora ou autonomamente em mim mesmo, já seja ao nível do meu contexto original próprio ou de qualquer outro existencial contexto extra origens, salvo o instintivo e por si só natural facto de ir salvaguardando a minha própria auto subsistência básica e imediata, isso sim com um mínimo de pró positiva fé, esperança, confiança ou pelo menos teimosia própria, na circunstancia não podendo deixar de respectivamente integrar o genérico meio envolvente à minha própria existência ou subsistência, já seja intra ou extra origens e nas circunstancias em causa senão duma forma plenamente activa e própria, pelo menos duma forma servilmente humilde e obediente _ isso sim e se neste último caso em concreto, tanto quanto literalmente possível sempre perante e para com o que e quem seja ou pelo menos se me apresente e aparente como positiva, vital e universalmente legitimo.  

            Pelo que voltando um pouco atrás, acrescentaria que ao sair e depois regressar às minhas próprias origens, inclusive por tudo o que me levou a essa saída e depois a esse regresso também me levou por exemplo a mergulhar mais introspectiva, circunspectiva e contemplativa do que interactiva, existencial e vivencialmente fundo nestas mesmas origens. Sequência de entre o que para eu não sucumbir sanitária e/ou mesmo vitalmente nas e às origens após tudo o que me levou a sair e depois a regressar às mesmas, neste último caso de forma mais introspectiva e circunspectiva do que interactiva e prática, em que também e até por isso passei a necessitar e respectivamente a tentar evoluir tão pró positiva e vitalmente dentro das mesmas respectivas origens quanto natural e literalmente possível; tendo enquanto tal e por circunstancial/providencial exemplo de fazer um significativamente profundo e recorrentemente resiliente reset interior próprio; o que por si só me leva a ter pouca disponibilidade empreendedora e/ou interactiva abertura para o meio envolvente, quer intra-origens quer extra-origens, em especial quando até talvez também por tudo o que me trouxe a esse mesmo profundo e resiliente reset, também genericamente sempre me fez ser ou sentir significativamente impotente para mudar o que quer que seja em mim e em meu redor, desde logo e por contextual exemplo ao nível de minha autónoma (in)capacidade própria pró aquisição e/ou pró melhoramento das condições de habitabilidade pessoal e familiar próprias, incluindo constituição de minha familiar própria, tudo sem excluir e mas também muito aquém e além da minha família de origem. Impotência esta da minha parte que tendo os seus muitos pessoais ou vitais contras, como (quase) tudo na vida também tem os seus equitativamente muitos pessoais ou vitais prós e vice-versa, até ao infinito. Desde logo porque de entre empírica experiência própria e conhecimentos adquiridos, eu ter sido levado a circunstancial/providencial e vivencial/experiencialmente entender que se algo havia ou há a mudar, esse algo começa, passa e termina acima de tudo em e por mim mesmo e só eventual, subsequente e reflexamente depois poderei influenciar e/ou no limite mudar algo no exterior _ em qualquer dos casos desejavelmente pela positiva. Senão repare-se que precisamente no que a minhas mudanças pessoais próprias respeita, diria que evolui, até mesmo radicalmente, não só duma submissão própria aos preceitos e preconceitos socioculturais originais e envolventes modo geral, como se estes últimos fossem uma espécie de dado adquirido em si mesmos e sem mais e/ou como um princípio, um meio e um fim sociocultural ciclicamente instituído por si só, para um inversamente maior respeito e respectiva aceitação da minha mais profunda natureza e essência própria, na pior das hipóteses de entre esta última e os preceitos e preconceitos socioculturais envolventes, enquanto minha mais profunda natureza e essência própria nem sempre, nem por vezes de todo e em alguns acasos em absoluto coincidente com os preceitos e preconceitos socioculturais envolventes, sequência de que muito poderia aqui escrever ao respeito, mas de momento deixo ao critério de cada qual pensar, imaginar ou concluir o que muito bem entenda, possa ou consiga ao respeito, inclusive e acima de tudo por sua respectiva experiência de vida própria; mas de entre o que no meu caso e pró respectivo enquadramento no presente contexto adiantaria que da minha parte e por concreto exemplo evolui duma profunda fobia a répteis que me fazia dispensar em absoluto estes últimos da face da terra, tanto mais e pior se enquanto efectivos ou potencias invasores do meu habitacional espaço pessoal e/ou familiar; para agora e justamente quando tudo o que é vida natural, réptil e não réptil, está em crescente regressão a nível global, acima de tudo por directa ou indirecta acção humana, por norma em favorável nome do mais imediato e unilateral bem-estar humano, precisa e ironicamente ou se no limite assim se pode dizer como uma espécie de síndrome de Estocolmo, eu já sinto saudade das minhas condições de habitabilidade originais, em grande medida permeáveis a diversos factores naturais; de resto permeáveis condições de habitabilidade familiar humana ainda vigentes, porque enquanto escrevo o presente ainda não me mudei para a casa familiar própria após concluídas as obras, logo estou ainda a habitar provisoriamente na casa dos meus avós maternos, que por falecimento destes últimos a sua respectiva casa é agora já compartida propriedade da minha mãe e dos meus tios maternos e que na circunstância é uma casa com as mesmas justas condições de habitabilidade que sempre conheci na minha casa familiar própria pré obras. De resto nos cerca de três meses em que provisoriamente habito a casa dos meus avós maternos, para além de recorrente presença de osgas nas paredes internas, por máximo e mais inusitado exemplo já tive uma excelentíssima centopeia a passear no tecto de cana (caniço) sobre os pés da minha cama. E nem por isso, como de resto mais ou menos compreensivelmente, deixei de dormir tão tranquilamente quanto natural e/ou absolutamente possível, como de resto desde sempre. Seja que como mínimo habituei-me ou fui-me continuamente habituando a (con)viver com as condições de habitabilidade que tive desde sempre, designadamente com significativa permeabilidade a factores externos, como desde logo factores climáticos e naturais modo geral. Pelo que ainda que a determinada altura da minha vida (em especial na adolescência) e durante anos eu tivesse desejado alterar essas condições de habitabilidade familiar radicalmente, desde logo com relação a isolar-me o mais possível face ao meio ambiente natural, em meu unilateral beneficio ou bem-estar pessoal, humano e familiar próprio; incluindo que até por genérica natureza pessoal, humana e/ou vital própria eu não pudesse deixar de querer ou de necessitar evoluir duma ou doutra positiva forma na vida, o que dentro do quadro da minha intermédia evolução nas circunstancia em causa, me trouxe a necessitar ou mesmo a desejar que essa evolução se desse com o máximo respeito e consideração possível por e para com toda a restante vida natural. Até porque entretanto adquiri um nível de respeito, de consideração e em última instância de Amor pela vida em geral e/ou por si só pela vida natural, que sem exclusão de minha maior simpatia ou antipatia e compatibilidade ou incompatibilidade pessoal com os restantes factores mais vitalmente naturais ou mais artificialmente humanos, o facto é que a Vida na sua mais ampla diversidade me merece todo respeito e consideração; tudo naturalmente sem prejuízo de na medida do possível eu me defender pessoal e humanamente de factores naturais e/ou humanos efectiva ou potencialmente hostis, mas de entre o que o facto é que também passei a reconhecer tão equitativo direito desses factores naturais e humanos existirem, quanto de eu mesmo existir _ de entre o que resta cada qual cumprir o seu devido papel, desde logo auto defensivo próprio e/ou ainda de interacção e de ajuda face uns aos outros, numa conjunturalmente infinita multiplicação de possibilidades; o que nuns casos e num dos extremos resulta em interactiva harmonia, como por exemplo na interdependência humana com outros seres ou factores naturais e viventes; noutros casos mais intermédios resulta em relativa indiferença, como por exemplo de entre humanos e outros seres ou factores viventes não directa, activa ou explicitamente dependentes de entre si; com ainda no extremo oposto a resultar ou a poder resultar numa, por assim dizer, guerra aberta, como por exemplo de entre humanos e alguns mais hostis ou que tão só incompreendidos seres ou factores naturais, além de entre humanos por si sós. Mas em qualquer dos casos com todos e cada qual dos seres ou dos factores naturais e humanos a merecerem-me positivo e transversal respeito e consideração Vital/Universal, tal como de resto e à partida o devo a mim mesmo, ao menos e se em ultima instância auto defensivamente.  


            Dai que regressando de novo ao contexto das obras na casa familiar pró beneficio de nossas melhoradas condições habitabilidade humana, sem na medida do possível prejudicar muito o meio ambiente natural, que se acaso e tanto quanto possível até pelo contrário beneficiando este último, enquanto genérico meio natural de que de resto somos humana parte integrante e dependente, devo concluir dizendo que aquém e além do próprio conjunto familiar, com os meus pais à cabeça, de resto eu pessoal e confessamente continuo a não ter objectivas e/ou por si só materiais condições para adquirir e/ou para melhorar as minhas condições de habitabilidade pessoal ou familiar próprias, tanto mais se incluindo um sobressaliente respeito, consideração e acima de tudo integração no e com o meio ambiente natural; no entanto sei cada vez mais e melhor, inclusive e acima de tudo por vivencial experiência própria o que quero e/ou necessito ao respeito, o que respectivamente e como mínimo me traz a necessitar expressá-lo ao nível do que e de como aqui o faço, inclusive como minha maior, melhor, quando não mesmo única forma de expressão e de existência própria, de entre todas as causas, efeitos e consequências pré, pró e pós inerentes, o que em qualquer dos casos espero, desejo e necessito seja em (pró) beneficio Vital e/ou Universal, aquém e além de mim por mim mesmo enquanto eu mero individuo pessoal e humano, integrado numa respectiva e concreta família, na circunstancia minha família de origem, com tudo como parte integrante da minha grande e concreta realidade pessoal, humana, social, familiar e existencial/vital própria e respectivamente também envolvente a mim, que em qualquer dos casos é a que é!... 

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