sexta-feira, outubro 27, 2017

Terrorismo, incompetência, falcatrua... e assim cá vamos andando!...

            De entre as diversas desvantagens de não se pertencer identitária e menos ainda filiativamente a nenhuma facção político-partidária instituída, há no entanto e pelo menos a vantagem de no mínimo se estar liberto de deveres de solidariedade no limite de cegueiras político-partidário/as. Sequência de que contra todas as expectativas, ultimamente até apoiei pró eleitoralmente uma candidatura político-partidária autárquica, naquilo que desde um primeiro momento e mas também em resumo final só posso considerar um aberrante acidente de percurso, até porque o que acabei por concluir foi algo que eu já conhecia modo geral e mas que no caso concreto foi que alguns responsáveis da candidatura que apoiei, inclusive com relação a mim mesmo, terem irónica e literalmente caído nalguns dos justos erros que apontavam à candidatura contrária, designadamente no que se refere a através do individuo se procurar influenciar político-partidariamente, por exemplo todo o conjunto familiar inerente a esse mesmo individuo _ enfim, como sempre, mais do mesmo, criticasse no outro o que se tem como norma própria. 

            Agora traduzindo tudo isso da perspectiva política para o inusitadamente dramático contexto incendiário que atingiu o País no corrente ano de 2017, sem prejuízo de todos os anos imediatamente prévios, em especial nas últimas duas a três décadas a esta parte e mas que até ao momento culmina no inusitado e fatídico dramatismo do corrente ano de 2017. Pelo que após sucedido o sucedido, com a paralela ou posterior argumentação político-partidária, até ao momento o que se me oferece resumidamente dizer é que o fenómeno incendiário como tal e na sequência em causa pressupõe a meu ver, também , a perspectiva de terrorismo, no limite até com eventuais motivações politicas. Pois desde a forma como a oficial oposição político-partidária, até ao que informalmente muito se lê nas redes sociais por parte do dito povinho, no caso anti-governação político-partidária nacional actual, no limite chega a parecer que é o próprio Primeiro-ministro a atear os fogos/incêndios e/ou que toda a problemática incendiária, com mais tudo o que a mesma pressupõe aos mais diversos níveis políticos, sociais, públicos e privados, culturais, de ordenamento florestal e do território em geral, etc., etc., etc., começou com o actual governo. O que está infinitamente longe de ser total verdade. Sendo no entanto que ao longo de todo o processo incendiário do corrente 2017, com todos os seus retroactivos e ao menos até há poucos dias atrás, se houve algo que também fui constatando foi uma certa complacência governativa actual face aos acontecimentos, em especial face a uma desde há muito reiterada incompetência da Autoridade Nacional para a Protecção Civil(ANPC), incluindo aqui a não devida operacionalidade dum malfadado SIRESP, em qualquer dos casos ao concreto ao nível de prevenção e combate incendiária/o. Enquanto alegada incompetência da ANPC e ao menos parcial inoperância do SIRESP que os factos parecem comprovadamente demonstrar na prática, em especial no corrente 2017, mas também de há muito a esta parte: _ www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/siresp-12-anos-de-suspeitas-e-falhancos-174913.  

            Sendo que a partir da forma como a oficial oposição partidária está a aproveitar isso politicamente e/ou como o informal povinho de tendenciosas simpatias ideológico-partidárias inversas ao actual governo, no limite até agressivamente aponta unilateralmente o dedo ao Primeiro-ministro e respectivo governo nacional actuais, na responsabilização pelos incêndios e suas fatídicas consequências, ao nível humano e natural. Com especial ênfase para esta última e altamente intensa vaga de incêndios do corrente Outubro 2017, com múltiplos focos e respectivas múltiplas frentes de fogo em simultâneo e/ou em cadeia, inclusive ao alegado nível da mais de meia centena de milhar. Tudo envolto numa dinâmica de formal ou informal responsabilização do governo actual, com imediatamente prévia extensão aos prioritariamente primeiros grandes e também fatídicos incêndios de Pedrogão Grande. O que a meu responsável e consequente ver, aquém e além dos casos negligentes e/ou deliberados, neste último caso com conotação em interesses económico-financeiros e/ou outros, mas no limite e em resumo como pura loucura/irracionalidade humana; chega também já a suspeitosamente pressupor-se-me alguma possível e enquanto tal terrorista motivação ideológico-partidária na origem dos incêndios. Não necessária ou absolutamente por parte dos políticos oficiais, que muito mal seria, mas sim por reflexa derivação da dinâmica anti-governativa que se gerou com base nos incêndios, poder eventualmente ser aproveitada por mentes mais distorcidas ou pervertidas no que a também mais informais interesses ideológico-partidários.

            Ah! E não, não sou psicólogo, psiquiatra, perito em segurança, em terrorismo e/ou em formais sucedâneos, oficialmente até bem longe disso _ que de resto como princípio sociocultural original aprendi essencialmente a ver-me como nada e ninguém, como basicamente seja sem querer, pensar, necessitar ou existir próprio, aquém e além do que uma infinidade de entidades individuais, colectivas, corporativas, etc., dissesse que eu eu era ou deixava de ser e necessitava ou deixava de necessitar. E como isso jamais foi algo coerente e/ou consequentemente valoroso, desde logo com base no meu verdadeiro ser e nem tendo eu terminado de conseguir firmar este último, acabei mesmo por ter de me auto assumir a mim próprio como nada e como ninguém. A partir de que circunstancial/providencialmente de forma semi-objectiva e intuitiva acabei entrando em processo de auto gestão pessoal e existencial próprio, tendo por base o nada e ninguém que me auto assumi e o algo e alguém que tão pouco deixa e deixo de ser. Pelo que para além de crendo-me na posse de vital/universal senso comum, levo ainda décadas de autogestão pessoal e existencial própria, isso sim e posso cada vez mais auto concluir que também numa base psico-filosófica, designadamente de entre o potencial melhor e pior e mas para com assunção no e para com o efectivo melhor de mim mesmo e da própria vida, o que à partida e a meu ver começa, passa e termina na mais transversal verdade vital/universal _ como seja que as coisas são o que são independentemente daquilo que humanamente se diga que elas são ou deixam de ser. O que por si só não me tornando psicólogo, psiquiatra e supremo ou absoluto perito no que quer que seja, no entanto e ao menos torna-me muito susceptível à Mentalidade, ao Espírito e à Alma humana/os, que de resto e dada a planetária supremacia humana, leva a que muito significativa e decisiva parte do melhor e pior que se passa no Planeta derive e dependa do ser humano_ ainda que isto contra opinião dalgumas formalmente oficiais supremas e/ou destacadas individualidades, inclusive de nível Mundial. E este absolutamente lamentável fenómeno incendiário, não só a nível nacional, mas no caso concreto e em especial a nível nacional é paradigma disso mesmo, no limite dum certo dinamismo mental humano em que tudo parece confluir para isso mesmo, para um redundante fenómeno incendiário e/ou no limite de destruição planetária que no corrente ano de 2017, independentemente das suas motivações ideológico-partidárias, económico-financeiras, individuais-corporativas, etc., etc., por todos os motivos e mais um, uma coisa e a meu ver é certa, que é da minha parte a pressuposição de acto/s terrorista/s contra a natureza e contra a humanidade. E que se enquanto o governo actual ou qualquer outro, a começar e terminar na própria sociedade em geral não assumir este fenómeno incendiário, não só e mas em especial pelo fatidicamente inusitado do mesmo no corrente ano de 2017, como terrorismo contra a vida natural e humana, é porque algo está errado governativa e socialmente. Talvez tão mais errado quanto se para se considerar de terrorismo o a meu ver efectivo terrorismo subjacente a toda esta temática incendiária, em especial no corrente 2017, tivesse ou tenha senão directa, pelo menos indirectamente de envolver diversos responsáveis económico-políticos e governativos quer do actual quer de anteriores governos(*) de diversa cor politica e isso não interessa a quem de facto tem esse poder económico-político e governativo(**)!

                                                                                              VB 

(*) Até porque para considerar oficialmente o terrorismo incendiário por aquilo que e como a meu ver e em especial após o corrente 2017 o mesmo efectivamente é: terrorista; ao menos à partida implicaria uma dinâmica legal e judicial que eventual ou seguramente iria ou deveria ir ao fundo da questão e aí entrariam ou deveriam entrar também as incompetências, mas também e acima de tudo as alegadas falcatruas de entre interesses políticos e privados de muito boa gente, inclusive em tudo o oficialmente envolvido na prevenção e combate incendiário, a começar e terminar logo por todo o processo político, legislativo, económico, negocial, etc., etc., etc., por detrás, em paralelo e/ou à frente do malfadado SIRESP e da não menos associadamente malfadada e/ou segundo consta até mesmo ruinosa SLN/GALILEI _ aliás e em termos comparativos, apesar de tudo o judicial/criminalmente apontado ao Eng.º José Sócrates, parece-me que este último chega a ser um mero e ingénuo menino de coro, que inclusive se deixou cair fundo nas malhas da justiça, face a muitos outros equitativos ou eventualmente piores protagonistas... e assim cá vamos andando!...

(**) https://aventar.eu/2017/06/26/daniel-sanches-o-siresp-e-a-sln/ 
    

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