terça-feira, novembro 10, 2015

Um meu desvario, Humanista e Universalista

Eu que me auto assumo de todo mais como humanista e universalista do que como partidarista ou ideologista político. Ainda que enquanto tal não possa ignorar a política partidária e ideológica, ao menos, enquanto parte do universo humano. Logo e respectivamente no contexto dum País como Portugal endividado acima do produto interno bruto (PIB), perante e para com um contexto europeu unido (UE) e um contexto mundial globalizado (Mercados), por assim respectiva e metaforicamente dizer com os ditos mercados financeiros liberais como os grandes maestros internacionais.

Com tudo mais particularmente condensado, se enquanto no contexto da actual polarização política nacional em duas grandes coligações: uma à direita (PSD e CDS/PP) e outra à esquerda (PS, CDU e BE). Em que no presente momento a coligação de esquerda tem a maioria parlamentar e enquanto tal num processo algo atribulado acaba de derrubar a minoria parlamentar de direita e respectivamente se prepara para assumir a governação à esquerda. Sequência de que de duas uma: ou a esquerda está a assinar a sua suicidária sentença de morte própria interna e/ou perante a europa unida (UE) e os globais Mercados liberais; ou então consegue um verdadeiro milagre que é melhorar as condições económicas, financeiras e sociais do País, sem ofender a UE nem os Mercados liberais.

Sequência ainda de que nas globais circunstancias em causa, tendo por base a governação de esquerda que se avizinha, seria bom para o País que neste último caso a esquerda sobrevivesse a si mesma internamente e no global contexto internacional, pois isso seria sinónimo de que se completando um ciclo legislativo democrático, daqui a quatro anos teríamos a esquerda de novo a disputar umas respectivas eleições legislativas democráticas com possibilidades e vitória ou pelo menos como auto sobrevivente a si mesma no nível nacional interno e ainda no global contexto internacional, como dalgum modo o conseguiu a direita nos últimos quatro anos, enquanto tendo sobrevivido esta última a si mesma, desde logo com direito a vitória eleitoral democrática interna, ainda que em minoria parlamentar, após todo um ciclo governativo. Neste último caso e como pior das hipóteses, não tendo a direita governado muito bem nem muito mal, na medida em que não deixou de vencer as últimas eleições, ainda que sem conseguir reeditar a maioria absoluta parlamentar.

Com meu extensível desejo de sobrevivência interna e externa da direita e da esquerda, numa base de que duma, doutra ou de ambas as facções (direita e esquerda) derivava um País globalmente mais justo e equilibrado aquém e além dos indefectíveis partidários à esquerda e à direita e/ou ainda extra promessas eleitorais irrealistas que o dito povo não saiba identificar como tais (irrealistas). Até porque já chegou a ponto de políticos de expressão nacional e inclusive governativa digam: _ "se não mentirmos o povo não vota em nós!".

Seja que com a direita ou com a esquerda no poder político e legislativo, seria bom que daqui a quatro anos o País estivesse um pouco mais socialmente equilibrado internamente e/ou por si só económico-financeiramente mais forte e independente face à UE e aos ditos Mercados liberais globais. No fundo que o País fosse mais digno de e por si mesmo, perante o que ou quem mais quer que externamente seja.

Mas como pessoalmente não acredito muito num maior equilíbrio social interno com base na direita, nem numa maior independência económico-financeira interna com base na esquerda, o eventualmente mais sensato ainda que praticamente utópico seria juntar o melhor da direita e da esquerda num só governo _ salvo que neste último caso creio que é mesmo o meu humanismo e universalismo a funcionar em jeito de desvario, não liguem!...

VB

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