quarta-feira, março 06, 2013

Mais uma vez a Musa

            A Musa instituiu-se-me como um motivo de Fé e de Esperança, desde logo pelo que positiva e atractivamente a Musa inspirou e suscitou em mim, em associação à minha correspondente necessidade de me equivaler a esse motivo de inspiração e/ou de ser positivo merecedor do mesmo, em especial quando eu partia duma base positiva e atractivamente inversa à Musa. Descobri entretanto que sustentar essa inerente Fé e Esperança é, em qualquer dos casos, uma tarefa perene, desde logo quando e por quanto tudo em mim me afastava da positiva e atractiva essência da Musa por si só e/ou pelo seu significado em e para mim.

            Dalgum modo vivo há anos sob positiva e atractiva influência da Musa, versos negativa e repulsiva auto perspectiva de mim mesmo, com subsequentemente ambíguo reflexo de mim perante e/ou para com a Musa, de correspondente retorno para com e sobre mim.

            Sendo que sem a Musa, como melhor das hipóteses sou nada e sou ninguém, enquanto perante a Musa sou um mero e ambíguo reflexo do melhor que a Musa é e/ou suscita em mim, versos o pior que eu mesmo sou e/ou significo em e para mim próprio; a partir de que como melhor das hipóteses resta-me encarnar a Musa como um espírito omnipresente e omnipotente, a que eu necessito e procuro corresponder o mais e o melhor possível, perante e para com o todo universal! 

                                                                                              VB  

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