quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Suposta homoxessualidade

30-01-2012

Além doutras famas, ganhei na melhor das hipóteses a fama de boa pessoa, neste último caso muito mais com base no que e como eu não sou e não faço por mim mesmo e/ou do que e como eu sou e faço por auto anulação perante ou sob o exterior; do que respectivamente, como no presente e paradigmático caso, pelo que e como eu sou e faço ou deixo de ser e de fazer em e por mim mesmo _ salvo a imodéstia e a presunção da minha parte, de resto sem prejuízo de quem eventualmente tenha as suas substancias razões para me considerar boa pessoa!


A partir de que até por projecção do pior alheio em e sobre mim ou sobre o exterior modo geral; numa perspectiva pejorativa, na boca dalgumas pessoas, inclusive auto proclamadas de religiosas, tenho a fama de ser homossexual _ vulgo maricas _ desde logo porque não tenho namorada, nem compromisso sentimental com qualquer mulher.

Ao que me apetece responder:


Primeiro: se não tenho compromisso sentimental ou sexual com mulheres, tão pouco me parece que os tenha com homens. E que se alguma vez os tive ou os tiver, no meu caso com mulheres, tão pouco teve ou terá de ser algo 
necessariamente explicito ou indiscreto, aquém e além duma relação ou compromisso sólida/o.

Segundo: mas ainda que eu fosse homossexual isso seria assunto pessoal meu, mas que não o sendo, continua a ser assunto pessoal meu _ inclusive e salvo que em qualquer dos casos eu perturba-se a paz e a vida pública ou de quem mais quer que fosse, de resto ninguém tem absolutamente nada que ver com a minha vida pessoal e muito menos com a minha intimidade sexual propriamente ditas _ salvo que eu o permita, a quem me é naturalmente íntimo ou que a providencia a isso leve de entre mim e quem mais quer que seja. Em qualquer caso o que por ai mais há são heterossexuais e homossexuais(*), que quer dum e doutro lado da barricada se podem considerar humana, vital e universalmente como boas ou como más pessoas, sem que haja exclusividade duns ou doutros, num ou noutro sentido dos maniqueístas termos ou dos juízos de valor: bom e/ou mau. Sendo ainda que todos e cada um de nós somos potencias portadores do melhor e do pior da vida e/ou do universo _ aquém e além de homo ou de heterossexualidade.

Terceiro: se quem na sua pequenez, mesquinhez, mediocridade, se acaso até perversidade mental, racional, intelectual e espiritual me acusa de homossexualidade, tão só por eu não ter relacionamento ou compromisso com uma mulher e respectivamente só consegue perspectivar a sexualidade dum ponto de vista homo ou heterosexualmente prático
(**), então e tanto mais se enquanto essas pessoas auto proclamadas de religiosas praticantes, tenho de chegar à conclusão que são uma espécie de beata(o)s falsa(o)s, que ao menos de espiritualidade pouco ou nada entendem, aquém e além de …venha a nós!…e/ou de espiritismos mais ou menos obtusos!

(*) Claro que ao referi-lo é porque supostamente conheci ou conheço homossexuais! E efectivamente tão só num único, de todo legítimo, digno e até exigente trabalho publico que exerci, tive de lidar, por assim dizer, com todo o tipo de pessoas, inclusive com homossexuais explicitamente assumidos ou não. E pelo menos alguns, para além de me parecerem diria mesmo com substancial segurança não ser: ladrões, assassinos, violadores, pedófilos, corruptos, traficantes, traiçoeiros, intriguistas, em suma más pessoas do ponto de vista pessoal e humano. De resto tal como se passa com muitos heterossexuais. Podendo-se até dizer que a pedofilia é essencialmente exercida por homossexuais, mas o que tão pouco jamais faltou foram violadores heterossexuais. Isto por tão só falar em crimes do ponto de vista meramente sexual, porque a partir dai até tenho dúvidas de quais serão mais tendencial e percentualmente criminosos modo geral!?. Mas em suma não é em absoluto necessário ser-se homossexual ou heterossexual para respectivamente se conhecer e até ter algum tipo de contacto ou de relação pessoal e humana com homossexuais, tal como com heterossexuais, a ponto de designadamente se conhecer minimamente o melhor e o pior humano, quer dum lado quer do outro, aquém e além do mero factor sexual! 

Nota: Dado que este é o Post mais visitado deste meu Blog, permita-se-me agora (21-10-2012) à posterior da sua original publicação (08-02-2012), acrescentar que: baseei o mesmo numa perspectiva maniqueísta, na media em que se por um lado fui e/ou sou exteriormente considerado de boa pessoa, essencialmente pelo que eu deixei de ser ou de fazer em e por mim mesmo; sendo por outro lado, mas na mesma base do que deixo de ser e/ou de fazer por mim mesmo, perspectivado com conotação negativa como suposto homossexual; logo tive e tenho de chegar à conclusão de que por um lado há um maniqueísta paradoxo nas perspectivas externas a meu respeito e por outro lado há em qualquer dos casos um respectivo e preconceituoso equivoco externo a meu respeito. Algo que em qualquer respectivo caso, pelo melhor e pelo pior, este meu acto escrito como paradigma do meu ser e fazer próprio, talvez venha dalguma forma esclarecer ou não!?


(**) Tendo por base que à presente data (01-06-2013), este continua ainda a ser o texto mais lido de entre a quase centena de textos que eu tenho por aqui postados, dalgum modo como eventual ou seguro reflexo do extremo poder da sexualidade e respectivamente como justificativo do mesmo e do que se segue em sua directa e imediata sequência. Seja que na assinalada(**) e contextualmente fundamental acepção, estando eu agora em condições de o fazer, talvez deva esclarecer ao respeito e na sequência que: por motivos e razões semi implícitos ou explícitos em tudo o que e como eu por aqui vou escrevendo e postando, o facto é que eu não quero ou nem devo ter filhos, mas que tão pouco sendo assexuado e/ou sequer estéril, nem por inerência querendo cair no mero assédio sexual pelo mero assédio sexual e/ou nem na homossexualidade, tanto literalmente mau se na pedofilia. Sequência de que em qualquer dos casos, sendo eu sexuado e ao menos supostamente fértil, mas e repito que ao não querer ou ao não dever eu ter filhos, nem tão pouco querendo cair no assédio pelo assédio sexual, na homossexualidade e/ou afins, inclusive à imagem e semelhança doutros, como de todo demasiados membros do clero que em sequência do voto de castidade acabam diluindo a sua sexualidade na própria homossexualidade e o mau é que não raro ou mesmo com demasiada frequência fazendo-o com recurso à pedofilia, no caso tendo por base indefesas e/ou inocentes crianças como vítimas. Pelo que no meu caso, inclusive pelos mesmos motivos pelos quais não quero e/ou não devo ser pai, desde logo porque tenho auto reconhecidamente na minha própria e inocente infantilidade o efectivo ou pelo menos o potencial melhor de mim e da minha vida, logo até por isso amando eu a infantilidade e necessitando por isso respeitar-me a mim e à infantilidade enquanto tal, no mais profundo, nobre e/ou universal dos sentidos _ no caso em confrontação com a minha vida adulta própria e/ou com uma vida adulta globalmente envolvente, que nem sempre, nem de todo corresponde(m) ao melhor da infantilidade e/ou que é devido à infantilidade, desde logo para com a indefinida preservação e cultura do efectivo ou potencial melhor dessa mesma infantilidade. Sendo que por uma minha qualquer desestruturação própria como que fiquei indefinidamente preso de entre o efectivo ou potencial melhor e pior de mim mesmo e/ou da vida envolvente, se acaso de entre a infantilidade (inocência) e a vida adulta (consciência). A partir de que no meu respectivo caso concreto, correndo o risco de ser considerado louco, mas no caso prefiro a minha loucura em alternativa à loucura de quem concebe e depois abandona ou negligência crianças, de quem se serve e/ou abusa ilegítima ou mesmo perversamente dessas mesmas crianças, inclusive de quem trata o género feminino como mero objecto de usar e deitar fora, diria na sequência que semi objectiva e/ou intuitivamente, inclusive aproveitando o poder do impulso afectivo/sexual, como que mergulhei básica e essencialmente numa subsequente vertente meditativa, de austeridade vivencial, de tão profundo auto isolamento pessoal e social quanto possível, com uma significativa vertente pró espiritual e racional/intelectual, incluindo ainda frieza mental q.b, desde logo em alternativa à própria sexualidade, dalgum modo como que auto reprimindo e bloqueando a minha própria sexualidade _ o que salvo muito raras, pontuais, circunstancias ou espaço, temporal e contextualmente localizadas excepções, pois que afinal de contas não sou de ferro, ainda que tenha pretendido ou necessitado ser tão positiva ou pelo menos tão inocuamente frio como uma pedra quanto possível, inclusive só quebrando residualmente esta condição, pois que em esmagadora maioria espacial, temporal e prática tenho-a mantido e cultivado regra geral, ainda que sempre com salvaguarda do direito de me abrir afectiva e/ou sexualmente à vida, na medida do possível, do necessário e/ou do indispensável(!). Sequência de que em pró recreativa e descompressiva ou pró positiva e complementar alternativa, nasceu, cresceu e vive por exemplo também esta minha e por si só pró vital, sanitária ou subsistente necessidade de escrever, cujo cada um dos textos que eu escrevo, são por dalgum modo dizer os filhos de entre o que e como eu mesmo sou e o que e como o exterior suscita em mim, no presente pró publico caso perante e para com os filhos, os pais ou os avós de quem mais quer que seja. Tudo curiosa, irónica, paradoxal ou quiçá coerentemente(!) baseado em pessoas ou em factores vitais que eu amo, de que muito gosto ou por e para com que(m) me senti e/ou sinto atraído, o que em qualquer dos casos e para o presente caso concreto, incluí de forma destacada o género feminino por si só e enquanto tal. VB 

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