segunda-feira, setembro 17, 2012

Chico Espertismo

             Até em sequência de tudo o que tenho escrito neste Blog, vi-me recentemente na contingência de, por assim dizer, entrar em diálogo com um ilustre anónimo, no espaço de comentários do Blog Pensando e Falando e mais concretamente do post A Crise... PKP..., em qualquer dos caso de autoria de Armanda Barbosa – Verdinha. Blog que de resto sigo com o devido interesse, aqui na minha própria conta no Blogger.

            De cujo diálogo entre o ilustre anónimo em causa com a proprietária do Blog e comigo mesmo, vou começar por transcrever algumas palavras do primeiro que estão na base de e para que eu aqui esteja a escrever o presente sob o respectivo e correspondente titulo Chico Espertismo; cujo as correspondentes palavras do dito anónimo, no caso concreto como uma contra resposta deste a uma respectiva resposta da proprietária do Blog para com o mesmo, foram as seguintes: _ Sinceramente muitos dos intitulado por si como "normais" também não merecem mais do que ganham. Se for preciso chegam ao trabalho, vão comer, conversar, fumar e só passado uma hora depois do horário legal de entrada é que começam a pensar em trabalhar. Entretanto atendem o telemóvel, voltam a sair para fumar, conversam e trabalho... espremendo bem, ao fim do dia, se trabalharam 4 horas foi muito.”. Ao que, aqui já sou eu a falar de novo, para além de tudo o mais, que e como também eu correspondi ao meu caro anónimo no espaço de comentários do Blog Pensando e Falando, não posso nem quero, até por me ter sido natural e espontaneamente suscitado faze-lo, deixar de acrescentar responsável e consequentemente _ vulgo identificadamente _ o seguinte:

            Falando por mim, quando assumo o compromisso dum trabalho, duma actividade laboral/profissional, por mais básica e rudimentar, funcionalmente precária, paga ao nível do rendimento mínimo nacional ou inferior, em qualquer caso sem subsídios de férias, de natal ou outras garantias e regalias sociais, no entanto até pela e para com a minha própria consciência dou o melhor possível de mim, em alguns casos e circunstancias indo buscar forças e/ou motivações (positivas) que nem imaginava possuir ou onde e como ir buscá-las _ só por isso já não é tudo, nem de todo em todo negativo! Sequência de que indigna-me e a espaços até circunstancialmente me irrita e revolta, que outros, desde logo da e na minha condição existencial ou laboral se encostem ou se auto poupem o mais possível, se acaso até fazendo costas nos que como eu damos o máximo ou o melhor de nós em prol da empresa, da actividade praticada e/ou pelo menos no meu caso (também) acima de tudo em nome da minha própria consciência! Mas tudo isto tanto pior e mais subtilmente complexo, desde logo e digamos, de entre esforçados como eu, versos calões _ “chicos espertos” _ como duma ou doutra forma refere atrás o ilustre anónimo, quando pelo meio ou aquém e além do mesmo também exista uma significativa desmotivação e/ou mesmo desanimo por parte dalguns outros que se sentem redundante e incontornavelmente presos numa condição existencial precária, pelo menos imediata e aparentemente sem fim à vista e até por isso também degradante e decadentemente desmotivante. Seja que alguns também não fazem mais e melhor porque também já não podem, já não conseguem, já não sabem por si só e a envolvência geral, desde dos colegas às hierarquias superiores, incluindo a própria sociedade já não inspira em absoluto nada de melhor, enquanto tais, não raro até bem pelo contrário. Ainda que seja precisamente em momentos e circunstancias assim que não pode deixar de se acreditar, ao menos de todo em todo, no fundo é o que eu vou fazendo, tanto quanto, como e quando posso, desde logo dando-me tempo e espaço a mim mesmo, se acaso e mesmo em regra com sacrifício de teres e haveres e/ou de “festas e rumarias” como uma espécie de forma de vida em si mesma – sob e sobre muitos aspectos transversal às mais diversas classes sociais. Seja que não posso nem quero demonizar a, por assim dizer, classe gestora enquanto tal e no seu todo devido aos seus, mais ou menos genéricos ou excepcionais, mas em qualquer caso parciais maus exemplos, nem enquanto tal reconheço o direito do ilustre anónimo demonizar as, por assim dizer, classes geridas enquanto tais e no seu todo devido aos seus, mais ou menos genéricos ou excepcionais, mas de qualquer efectivo modo respectivos e correspondentes maus exemplos.  

            Global base e sequência, em que também não deixo de concordar, parcialmente, com o ilustre anónimo, desde logo no relativo ao “chico espertismo” que de resto é significativamente abrangente, e que tomando a sua mais benévola versão de “desenrascanso” diria mesmo que é uma espécie de culto nacional, de resto auto assumido e enquanto tal transversal à nossa sociedade interna _ desde algumas elites gestoras/empresariais, até às bases laborais/sociais, com todos os seus respectivos intermédios. Mas que para não me limitar a um raciocínio demasiado simplista, desde logo enquanto a partir duma base significativamente complexa, acrescentaria aqui alguns matizes à coisa, no caso referindo que sem prejuízo das efectivas competências, desde logo gestoras de quem efectivamente as possua a pratique, devo também referir com base a minha experiência própria, até porque sou individuo de fraca cultura geral e como tal não posso fazer muitas alusões ou citações externas a mim, o facto é que pessoas como eu ou da minha condição existencial bastante básica ou como também diz o ilustre anónimo “medíocre”, não raro ou mesmo por norma sentirmo-nos “estúpidos”, quer perante (algumas), de todo demasiado frequentes, entidades gestoras ou patronais que enquanto tal (na nossa “estupidez”) têm uma particular e unilateral estima por nós, quer perante parceiros de trabalho e/ou de condição existencial que “espertamente” fazem costas em “estúpidos” ou salvo a imodéstia e a  presunção, no trabalho de “estúpidos” como eu; em qualquer dos casos com intermédia e reiterada ressalva quer para entidades patronais ou empregadoras, quer para respectivas entidades operários ou colaboradoras que em qualquer dos respectivos casos se mais e melhor não fazem ou conseguem é porque não podem e/ou ainda porque não raro se vêm presos num tão redundante quanto até por isso potencialmente degradante e decadente ciclo de precariedade e injustiça envolvente, que acabam desmotivados senão irreversível, pelo menos momentânea e circunstancialmente; sem naturalmente esquecer ainda também aqui as entidades empregadoras e/ou gestoras responsáveis e competentes em si mesmas e que desde logo reconhecem a devida competência ou pelo menos o dedicado esforço dos seus funcionários ou colaboradores; com mais toda uma infinidade de variantes pelo meio ou aquém e além do mesmo. Enfim seja que para tudo há excepções e no nosso caso parece-me, constatável, que de entre tudo o que está em causa, as excepções são mesmo o mais positivo; tendo a “crise” e a “austeridade”, a falarem por si sós, como paradigmas do pior resultado da norma, mais negativa (corruptos e afins) ou positivamente inócua (medíocres e o que os valha)! Incluindo aqui os que legitima ou ilegitimamente não só não sofrem com a “crise”, como até beneficiam com esta última, até porque do ponto de vista económico/financeiro o dinheiro é o mesmo que antes da “crise”, que com todas as correspondentes legitimidades e ilegitimidades inerentes, em especial com estas últimas como muito significativas responsáveis pela “crise”, resta saber quem, onde, porque e para que tem ou ficou com o dinheiro _ que falta ao próprio país!? Em qualquer caso e mais uma vez reconheço em certa medida razão ao ilustre anónimo quando diz e transcrevo: _ Um bom gestor vale mais que 500 funcionários medíocres juntos, logo merece ser pago pelos milhões que fizer a empresa lucrar. Ainda que essa sua razão seja apenas parcial, como explicitarei mais à frente, mas adiantando desde já que só por certo 'bom gestor' algum teve ou terá jamais sucesso com funcionários medíocres! Seja que repito, parecer-me constatavelmente que os “bons” quer dum lado e doutro, são ou serão a excepção, que confirma a regra da “crise”, da “austeridade” e inclusive da não raro carência de “luz ao fundo do túnel” _ aquém e além de que (re)acender ou manter a “luz” acesa dependa duma ou doutra forma de todos e de cada qual.

            E na circunstancia até por e para as excepções serem o (mais) positivo, logo e não menos constatavelmente, tudo o mais negativo ou mais incompetente, medíocre e injusto acaba por ser a regra e/ou algo muito significativamente comum a nível social, cultural, por si só laboral e/ou existencial interno, como por exemplo com profundos desequilíbrios, quer ao nível de proteccionismo e garantismo legal duns e quase absoluta negligência ou abandono legal doutros _ e não que as leis não se apliquem a todos por igual e modo geral, com ressalva para as respectivas e por si só legítimas ou ilegítimas excepções, mas acima de tudo pelo facto do sistema legal, dito Estado de Direito não funcionar demasiadas vezes quer a jusante quer a montante dos diversos factores em causa e/ou relativamente a e de entre uns e outros (excessos e defeitos, empregadores e empregados; competentes e incompetentes; produtivos e improdutivos; “chicos espertos” e “estúpidos”, etc.,). E entretanto, como eu costumo dizer, até transcrevendo uma máxima social ou cultural interna: cá vamos andando!...

            Seja que de entre competentes e incompetentes, de entre elites e bases, de entre “chicos espertos” e “estúpidos”, etc., etc. em qualquer dos casos com todos os respectivos intermédios, não deixa por isso de haver um pouco de responsabilidade de todos e de cada qual na e para a situação “critica” e “austera” que estamos a viver. Agora que repito uma e outra vez, que uns são mais culpados que outros disso não há dúvida absolutamente alguma e nesse aspecto, da minha parte e ao invés do ilustre anónimo que parece defender essencial e pelo que parece também unilateral e corporativamente apenas a excelsa classe gestora. Pelo que por mim e mais uma vez ao invés do meu caro, sem prejuízo dos méritos desta última (classe gestora) onde e como houver esses méritos, que os há de facto e mal seria que os não houvesse, no entanto não posso de forma alguma deixar de incluir a mesma (classe gestora) nas respectivas responsabilidades colectivas, inclusive e até com a mesma como respectiva parte integrante das elites sociais e nacionais, também por isso com respectiva responsabilidade acrescida. Desde logo quando em muitos, de todo demasiados casos, significativa parte da por si só superior classe gestora não consegue impor-se democrática, livre, positiva, constritiva, criativa, produtiva, natural, autónoma (desde logo independente do Estado) e/ou por si só empresarialmente; tudo isto, mais uma vez e sempre, com ressalva para as devidas e as mais positivasexcepções, que a nível nacional interno, parece mesmo serem essencialmente excepções. Levando a que reine isso mesmo, um certo e significativo “chico espertismo” e/ou uma certa “mediocridade”, na melhor ou limiar das hipóteses ao nível de salve-se quem poder, como algo que vem de há muito, por não dizer de desde globalmente sempre _ justificando cíclicas, redundantes, por não dizer aparentemente infindas “crises” e “austeridades” internas!

            Positivas excepções que apesar disso e/ou até por isso, no caso enquanto relativas à classe gestora empresarial e nacional não deviam auferir rendimentos, nem uma infinidade doutras regalias, desde logo além das pobres capacidades do País, tal como sucede com as classes intermédias e baixas da sociedade, desde logo o rendimento mínimo nacional é baixo, argumentativamente porque o País é pobre _ e não só não creio, como estou mesmo certo que há muita gente competente e produtiva aos níveis, por assim dizer operários intermédios e básicos e atenção que a este nível nem sequer me refiro a mim que sou essencialmente esforçado e/ou voluntarista. Pelo que também aqui, mais uma vez meu caro e ilustre anónimo, se há gestores muito, se acaso e em efectivo muitíssimo competentes mesmo, não me vai dizer que não há funcionários intermédios e de base que também o são _ inclusive a justificarem e competência gestora e vice-versa; mas que ainda assim e mais uma vez salvo as devidas excepções com as classes médias e baixas não raro e inclusive cada vez mais a não auferirem rendimentos, nem regalias acima do legalmente estipulado ou à altura das suas competências, desde logo comparativa e proporcionalmente à classe gestora, que segundo o meu caro e ilustre anónimo esta última merece indiscutivelmente tudo; sendo ainda que se e quem aufere rendimentos e/ou regalias acima da lei, está em situação de irregularidade com relação ao Estado de Direito _ quero eu dizer que por norma ninguém contrata um funcionário de base acima do vencimento mínimo, inclusive por mais competente que este último seja na maioria dos casos está condenado a isso mesmo (vencimento mínimo) e quando há algum reconhecimento da entidade empregadora, confesso que com base numa experiência (auto) "chico "espertista"" partilhada que tive em tempos e mas também no que se ouve por vezes dizer, imagino que qualquer pontual ou mesmo linearmente pequeno acréscimo de vencimento não é declarado ao Estado, entrando-se em ilegalidade. Pelo que sem esquecer uma e outra vez que o legalmente estipulado, desde logo ao nível do vencimento mínimo nacional tem de estar legalmente ao pobre nível do país, independentemente das competências ou incompetências práticas e funcionais de a quem de médio e baixo nível social _ vulgo operários; já as classes gestoras até segundo as palavras do caro anónimo parecem merecer ser pagas ao nível das suas respectivas competências, com tudo o que isso tenha e tem de subjectivo, mas que mais objectivamente ao nível de como diz o caro anónimo: “um bom gestor, valer por 500 funcionários medíocres” ou seja ainda por outras e minhas palavras, como na prática frequentemente se confirma, acima das pobres capacidades do País(*), além de que e então pergunto eu, quando um competente funcionário médio ou básico valha por todos os gestores incompetentes? Numa palavra: injustiça social e até universal explica tudo isto. 

            Enfim, digo eu, que enquanto não tivermos tomates para auto assumir o melhor mas também equitativamente o pior de nós mesmos individual, familiar, social, cultural, nacional e/ou por si só existencialmente, ao invés de transferir-mos e projectarmos sempre, unilateral e incontornavelmente para o outro, para o próximo, para o estranho, para o diferente, para o externo, para o acima ou abaixo de nós, etc., o pior e ficando com o melhor apenas para nós, nunca, repito, nunca jamais passaremos duma sociedade não só nacional quanto humana pejada de clivagens, de injustiças e por inerência até de incompatibilidades. Em que sendo o que e como constatavelmente é, será bom ou mau, melhor ou pior consoante consigamos lidar mais ou menos positiva e construtivamente com isso ou não!?

            E nesta global base e sequência, que é apenas um pálido e enquanto descrito por mim também rudimentar retrato da sociedade em que, desde logo você e eu vivemos ou em que uns vivem e outros mal sobrevivem, meu caro anónimo. E que da sua parte até por si só enquanto anónimo e mantendo essas suas perspectivas essencialmente unilateralistas, apesar de e/ou até por todas as razões que o assistam, garanto-lhe que jamais iremos a lado algum que valha verdadeiramente a pena, aquém e além do, salvo as devidas excepções, já conhecido desde globalmente sempre e até ao presente momento, como seja: crises, austeridades, ditaduras, injustiças, convulsões sociais, Estados de Direito disfuncionais e por ai fora! 

            Em conclusão e salvo que tenho mais ou menos genérica ou excepcional fé e esperança de que até às custas dos recorrentes “sacrifícios”, em especial quando os mesmos tocam a esmagadora e transversal maioria, a coisa possa mudar ou ir mudando para melhor, pois que de resto e caso contrário, enquanto tal, lamento dize-lo mas é básica e genericamente assim, como eu digo atrás, com os factos (históricos e presentes) a não o desmentirem, designadamente com o “desenrasca” e/ou “chico espertismo” de sempre, nas suas respectivas melhor e pior versões!

            Responsável, consequente e identificadamente:

                                                                                              Victor Barão

            (*) Bem sei que estamos numa sociedade mundial crescentemente globalizada, o que refira-se tem infindas potencialidades positivas e mas também necessariamente negativas, como de resto tudo mais da e na vida, incluindo o respectivo e/ou por assim dizer inverso provincianismo. Até porque fazemos todos parte integrante dum mesmo Mundo e eu diria ainda dum mesmo Universo, em sentido literal e até por isso escrevi Mundo e Universal em letra maiúscula. Mas então que essa globalização se aplique aos “bons”, vulgo aos competentes, quer ao elitista nível de gestão, quer ao intermédio ou básico nível operário, no caso concreto a nível nacional interno. Até porque como já referi atrás: não estou a ver um bom gestor ter sucesso com funcionários medíocres _ creio eu que com justa e transversalmente merecida repartição dos correspondentes lucros da(s) empresa(s) de sucesso em causa, pelos seus diversos intervenientes e não como diz o ilustre anónimo, que mais uma vez transcrevo: _ Um bom gestor vale mais que 500 funcionários medíocres juntos, logo merece ser pago pelos milhões que fizer a empresa lucrar. Mas também mais uma vez replico também eu que: empresa alguma com “500 funcionários medíocres” dará jamais lucro _ salvo se às custa duma infame e/ou até repressiva exploração, que rima, mas não condiz com "boa gestão".   
            Dai caro anónimo, eu ter-lhe dito em determinado momento num meu respectivo comentário no Blog Pensando e Falando que o ilustríssimo tem um discurso unilateralista, afunilado em e sobre si mesmo, a que acrescente corporativismo e egocentrismo _ pelo menos tudo levando a crer que o caríssimo é gestor e “bom gestor , no caso e desde logo dos seus unilaterais ou corporativos interesses. Pelo que sem lhe pedir perdão, permita-me que defenda os meus respectivos e equitativos interesses, que inclusive e dadas as circunstancias não são sequer tão equitativos assim, porque desde logo eu defendo e reconheço também os méritos da actividade gestora, enquanto o meu caro parece só reconhecer os deméritos da classe operária. O facto é que no relativo a responsabilidades, as mesmas estão onde e em que estão de facto _ por exemplo e por mim não contribui para o endividamento do país, desde logo porque jamais me endividei a crédito em nome de “futilidades” mas também em absoluto; ainda que deva confessar que tão pouco sou um poço de virtudes ou de competências, se acaso até bem pelo contrário, tendo inclusive nesta minha necessidade de escrever, uma minha pró vital, sanitária ou subsistente forma de sobreviver a mim mesmo e a muito do que e de quem me rodeia. Mas isto sou eu, um efectivo e auto assumido imperfeito que se auto reconhece enquanto tal e por isso auto assume as imperfeições próprias, já outros parecem ser só méritos, sim no caso concreto refiro-me ao ilustre anónimo aqui em causa _ naturalmente, sem qualquer ironia nem respectivo prejuízo com relação aos seus efectivos méritos. Mas em qualquer caso não se ponha muito em “bicos de pés”, porque pode desiludir-se consigo mesmo, salvo que o “bicos de pés” aqui se torna algo paradoxal, dado o anonimato do caríssimo. Valha então o “bico de pés” argumentativo!  
            Em qualquer caso e acima de tudo que haja mais inteligência universal e menos “chico espertismo” _ até porque inteligência e cultura universal, na melhor das hipóteses têm muito pouco que ver com mera competência e sabedoria técnica, salvo no que qualquer técnica válida tenha de estar apoiada em bases e regras universais, ainda que a aplicação prática das técnicas ou do resultado destas possa não estar de todo de acordo com a respectiva lei ou justiça Universal! Seja que não me interessa se um gestor é tecnicamente muito bom desde logo a angariar lucros para uma empresa, mas depois distribui muito mal esses mesmos lucros pelos seus diversos colaboradores ou subordinados _ se acaso nem sequer cumprindo com fornecedores e/ou com o próprio Estado. Tal como não me interessa se um funcionário é um excelente técnico no que quer que seja, mas se limita a fazer o menos possível em nome do maior rendimento possível, se acaso ainda é o primeiro a auto promover-se e/ou a gabar-se da sua condição _ salvo os que já quase nem rendimento têm, por mais que se esforcem e trabalhem! Num e noutro caso, creio ter sido minimamente claro e espero que razoavelmente justo na análise e correspondente expressão da mesma!   

            Atenção: Que se em e com tudo o anterior, não ficou pelo menos implícito, então devo aqui explicitar que não tenho absolutamente nada contra a classe gestora ou quais queres outras natural e legitimamente instituídas na sociedade. E desde logo não pretendo uma “igualdade” entre todos e cada qual e/ou entre todas e cada uma das classes em causa, até porque isso naturalmente não existe. No caso e salvo a modéstia ou a imodéstia, limito-me apenas a procurar equilíbrios entre os diversos factores e/ou as diversas classes sociais em causa; o que não sei até que ponto consigo ou não, pelo menos retórica e salvo a presunção racional/intelectualmente, mas ao menos tento-o com tanta natural e espontânea necessidade quanto necessito encontrar equilíbrios em e para mim mesmo. Agradeça-se-me ou perdoe-se-me por isso!

            Há! E escrevo “muito” e “muito” complexamente!? Bem mas a situação a que aqui aludo _ “chico espertismo” _ desde logo pelo melhor e pelo pior, com base e sequência das primeiras palavras do ilustre anónimo que logo no segundo parágrafo transcrevi, também é uma situação que tem um longo percurso e de todo não menos complexo, que o que e como eu (aqui) escrevo, se acaso até bem pelo contrário!...
             

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